Discurso Direto



Reforçar a natureza aberta da Universidade Aberta

DD

Setembro na Universidade Aberta tem esta simbiose no seio da sua academia e no quadro do seu calendário escolar. É tempo de terminar mais um ano letivo através das provas de recurso e, em simultâneo, é tempo de dar início a um novo ano letivo com a preparação de toda a logística académica incluindo já algumas atividades letivas, nomeadamente para aqueles que pela primeira vez vão iniciar o seu percurso académico na UAb, referimo-nos à frequência do módulo de ambientação para os estudantes do 1.º ciclo. Trata-se de uma verdade, cujos propósitos tudo fazemos para que se realize sem sobressaltos, mas para que isso se possa fazer é necessário dedicação e, acima de tudo, planeamento.

Mais um ano letivo se inicia. Com ele, novas expectativas, novos projetos, novos anseios, novos desejos de que tudo ocorrerá dentro do esperado. Enfrentamos tempos de mudança e de dificuldades. Embora a mudança seja uma realidade inerente da vida e da evolução social, as circunstâncias atuais às quais não podemos ser alheios contribuem para torná-la ainda mais imperativa.
O problema não é a mudança, na qual a UAb também está envolvida, mas a orientação que deve ser adotada em tais circunstâncias. Vamos ter de defender as "conquistas" que alcançámos nos nossos vinte e oito anos de existência e, ao mesmo tempo, tirar partido das novas oportunidades que emergem para nos colocarmos na melhor posição para o futuro. Vivemos tempos complicados e não podemos deixar de ser realistas - nós vamos passar por dificuldades, mas o nosso objetivo deve ser superado para que possamos deixar reforçada esta instituição pública singular e importante no contexto do sistema de ensino superior português.
As universidades de ensino a distância nasceram sob o signo de expetativas socioeducativas conjunturais e enformadas por singulares diferenças em relação às universidades convencionais. Presentemente, essas diferenças têm que ver com novos hábitos comportamentais e com os instrumentos que os servem, permitindo comunicar mais depressa, com maior precisão e com uma flexibilidade assinalável. É nesse sentido, sobre os alicerces da comunicação digital, que apontam ferramentas e linguagens que hão de considerar-se, em muitos casos, de obrigatória incorporação nas rotinas do ensino a distância (p. ex.: comunicações móveis, softwares colaborativos, novas plataformas digitais, etc.).
Não é só a cena social das universidades que está a mudar. E nem são apenas as máquinas e as técnicas de que dispomos que exigem ao ensino a distância métodos de trabalho novos, indo além da “habilidosa” utilização de gadgets engenhosos. Se for assim, o ensino, em qualquer modalidade ou regime, perderá a densidade que lhe é exigida, pela sua irredutível condição de fenómeno humano.
Queremos uma universidade pública de EaD de qualidade, aberta e dinâmica, características que sempre estiveram presentes na matriz da nossa universidade mas hoje são mais necessárias do que nunca para nos reafirmarmos e mobilizarmos para uma estratégia inteligente.

•    Reafirmar o serviço público prestado pela UAb. Tal como os nossos estatutos dizem, em termos gerais, que a missão da UAb como universidade pública de ensino a distância, é prestar o serviço público de ensino superior através de pesquisa, ensino e estudo, esta nossa “marca” e caráter público é uma das características mais distintivas que nos compromete, de modo que significa abrir-nos a todo o “ambiente” social, prestarmos atenção à igualdade de oportunidades e liberdade de escolhas sem discriminação de qualquer tipo. Por esta razão, temos de nos reafirmar de forma decisiva.

•    Promover um ensino e investigação da mais elevada qualidade, naquilo que nos distingue e diferencia. Não podemos conformar-nos, nunca o fizemos, de qualquer forma é nosso dever cumprir com a nossa missão, mas devemos fazê-lo da forma mais plena possível, tendo em conta os padrões e normas mais exigentes. É da nossa responsabilidade apoiar e orientar o público/estudantes que vêm até nós para obter a melhor formação possível. E nós mesmos devemos ter como metas o alcançar um nível elevado no âmbito da nossa missão universitária, tanto no que diz respeito a ensinar como na investigação, na transferência de conhecimentos e na responsabilidade social.

•    Reforçando a natureza aberta da Universidade Aberta. É preciso reforçar a UAb como uma universidade aberta à diversidade de alunos que vêm até nós, considerando a diversidade das respetivas situações e expectativas, bem como a multiplicidade de desafios que a sociedade coloca. Por força do nosso vínculo à “coisa pública”, a nossa ação não pode deixar de estar em sintonia com os canais universitários tradicionais, que têm uma presença reconhecida, mas também temos de estar abertos a novas formas e meios de acesso ao conhecimento e à ampla função social da disseminação do conhecimento que uma universidade desta natureza deve ter. Temos de adotar a admissão plena e fazer jus ao nome, à forma, ao conteúdo como uma universidade aberta, uma universidade de ensino a distância e eLearning, em toda a nossa orientação, nas nossas abordagens institucionais, na nossa metodologia de ensino e na nossa atitude de projeção externa.

•    Desenvolver uma atitude de boa governança e de gestão dinâmica. Devemos preservar a substância da missão da UAb, sem a qual esta não seria o que realmente é, mas, ao mesmo tempo, temos de adaptar as nossas ações/funções às novas circunstâncias e necessidades, projetando-nos para o futuro. A necessidade de responder aos constantes desafios do presente e aos cenários do futuro que se colocam, os quais são difíceis de prever com antecedência mas devem servir como um estímulo para que possam ser ultrapassados, obriga a UAb a ter de aproveitar as oportunidades que surgem para reforçar a sua posição nos próximos anos e deve antecipar esses cenários para responder adequadamente aos novos desafios à medida que emergem.

Uma marca estratégica de referência, um objetivo e uma tarefa coletiva. É isso que somos.
Estamos plenamente conscientes de que esta é uma tarefa coletiva. Ninguém pode alcançar os objetivos propostos sem o apoio daqueles que são a comunidade universitária – a academia. É um trabalho coletivo, que importa ser bem gerido, com a colaboração e o estímulo de todos, o qual, ao poder realizar-se, pode provocar uma mudança em qualquer instituição.
A edição desta Newsletter, levando aos nossos estudantes – aos atuais e aos futuros – uma palavra informativa que é também um gesto de solidário apreço, testemunha bem, em sintonia com o que fica escrito, o sentido de responsabilidade social que atualmente é exigido a todos quanto pertencem e colaboram com a Universidade Aberta – universidade publica portuguesa de ensino a distância.

Domingos Caeiro
Vice-Reitor da UAb









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