Discurso Direto



Colóquio Saberes do Entardecer

DD

O CEMRI, Centro de Estudos das Migrações e das Relações Interculturais da Universidade Aberta (UAb), organizou no dia 20 de janeiro de 2017, na sede da Universidade Aberta em Lisboa, o Colóquio SABERES DO ENTARDECER - Aprender, Envelhecer… SER: Agenda de Gerontologia 2017.

O evento, que teve a colaboração da Alma Letra Edições, foi aberto ao público e transmitido por videoconferência, tendo contado com participantes nacionais e estrangeiros, professores, investigadores, estudantes e técnicos, não só do CEMRI e da Universidade Aberta, mas também de outras universidades e centros de investigação, bem como de instituições sociais, culturais e educativas.

Tratou-se de um encontro científico e cultural dedicado à discussão e divulgação de saberes, representações, intervenções e recursos relacionados com o envelhecimento, a velhice e as relações intergeracionais, com a análise e reflexão de experiências, aprendizagens e necessidades que ocorrem nos processos de envelhecimento(s) e vivenciadas na fase do entardecer da vida, através de uma abordagem multi/interdisciplinar. 

O colóquio contou com a colaboração de diversos especialistas do CEMRI/UAb e de outras instituições universitárias e educativas na discussão e análise das várias temáticas contempladas no programa. Hermano Carmo, professor da Universidade de Lisboa (ISCSP) e investigador no CAPP/ISCSP & CEMRI/UAb, participou na moderação e animação do debate. Já Maria Marta Amâncio Amorim, professora no Centro Universitário UNA/Belo Horizonte (Brasil) e investigadora no CEMRI/UAb, analisou a questão da alimentação nos adultos em idade avançada. O tema dos cuidados domiciliários ao idoso e à família foi aprofundado por Maria Emília Brito, professora na Escola Superior de Enfermagem de Lisboa e investigadora no CEMRI/UAb. Artur Morão, professor na Academia dos Saberes - Universidade Sénior de Loures, discutiu a importância da universidade sénior para o envelhecimento saudável. O exemplo da vivência de um envelhecimento ativo e bem-sucedido foi testemunhado por Maria Beatriz Rocha -Trindade, fundadora e investigadora do CEMRI/UAb. Por seu lado, Aida Baptista, leitora do Instituto Camões, animou o momento literário, trazendo-nos extratos literários de vários autores que, com sensibilidade e subjetividade, abordaram a temática dos avós e dos idosos. 

O Colóquio SABERES DO ENTARDECER - Aprender, Envelhecer… SER: Agenda de Gerontologia 2017 contou ainda, na apresentação da Agenda, com a participação das organizadoras e coautoras da mesma, Albertina Lima Oliveira, professora da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra e investigadora do CEIS20/UC e CEMRI/UAb, e Sandra Paula Barradas, da mesma universidade e da Alma Letra Edições, bem como de Natália Ramos, professora da Universidade Aberta e investigadora/coordenadora do CEMRI/UAb, autora convidada da Agenda no âmbito das relações e solidariedades entre as gerações.

Este evento teve como como principais objetivos: sensibilizar para a importância de aprender a envelhecer de uma forma saudável, digna, ativa e participativa e a combater as atitudes preconceituosas e discriminatórias em relação às gerações mais velhas; destacar a necessidade de promover atitudes e estruturas de apoio social, familiar, de cuidados e educativas, de desenvolver estratégias e políticas públicas que contribuam para melhorar as condições de envelhecimento, de saúde e de qualidade de vida dos idosos, assim como para favorecer a sua inclusão e participação na sociedade e as relações, trocas de saberes e solidariedades entre as gerações; apresentar e divulgar a Agenda de Gerontologia 2017 – Aprender, Envelhecer… SER, um recurso técnico, científico, pedagógico e cultural que vem dar um contributo importante neste âmbito.

A Agenda de Gerontologia 2017, editada pela Alma Letra Edições, através de uma abordagem inovadora, criativa, prática e utilitária, proporciona informações e orientações teóricas e práticas, recursos bibliográficos, filmográficos e legislativos, reflexões e conhecimentos preventivos e interventivos sobre processos de saber viver, ser, aprender, conviver, envelhecer, cuidar e promover a saúde na fase tardia da vida. Apresenta-se, assim, como um recurso importante para todas as gerações, sobretudo para as gerações mais velhas, cuidadores formais e informais, profissionais, instituições e famílias que prestam apoios e cuidados a idosos em contextos variados, bem como para dirigentes e responsáveis políticos ligados a esta área e para o público em geral.

Tendo contado com a colaboração do CEMRI, Universidade Aberta, é constituída por 12 separadores mensais temáticos, cujos autores, oriundos de diferentes áreas disciplinares e especialistas em domínios diversos, abordam questões variadas sobre a prevenção e intervenção em relação aos idosos e ao envelhecimento, temáticas que abarcam a saúde física e mental, o bem-estar e a qualidade de vida, os cuidados e cuidadores, a educação emocional, a aprendizagem ao longo da vida e as relações intergeracionais. 

Numa época em que as sociedades estão a envelhecer de forma muito significativa ao nível mundial, europeu e português, e em que o número de idosos está a aumentar, constituindo, por exemplo, Portugal o quarto país da União Europeia com a maior percentagem de idosos, é necessário desenvolver a investigação e a formação nesta área, a promoção de programas, intervenções, estratégias e políticas públicas adequadas, articuladas e em rede, que favoreçam o envelhecimento ativo, digno e saudável, a educação e solidariedade intergeracional, a educação ao longo da vida, bem como a participação, inclusão e proteção das pessoas em idade avançada. É importante dar a vez e a voz aos mais velhos, quer vivam nos seus países e culturas de origem, quer se encontrem em contextos migratórios, através de abordagens multi/interdisciplinares e integradas e de iniciativas e recursos variados e inovadores. 

O colóquio realizado e a Agenda de Gerontologia 2017 constituem exemplos de iniciativas e recursos que poderão contribuir para promover processos de otimização do envelhecimento, da velhice e das relações e solidariedades entre as gerações, bem como para a construção de uma sociedade para todas as idades, em que as diferentes gerações contribuam para uma cultura solidária, participativa e de cidadania e onde o(s) envelhecimento(s) e as gerações mais velhas não sejam discriminados e excluídos.


Natália Ramos
Coordenadora Científica do CEMRI


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