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Estudante da UAb premiado

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Formulado desta forma, quase parece lírico: João Pinto, formador de profissão, quer usar o Facebook para ajudar mais pessoas a encontrar emprego. Mas o projeto Reviver na Rede, que já existe e tem planos de expansão, é uma possibilidade bem real de pôr as redes sociais, e o Facebook em particular, ao serviço de um projeto social.

A inspiração, assume, surgiu na sequência da sua própria experiência profissional. Sendo formador há mais de duas décadas, João Pinto passou os últimos 22 anos a trabalhar na Madeira, num percurso que o levou a especializar-se na formação de adultos. E a contactar com muitos desempregados e muita gente a tentar apanhar a carruagem das novas tecnologias, refere.
Foi este binómio que o colocou no caminho da criação do projeto Reviver na Rede, ao procurar soluções que o levaram a encontrar uma forma de usar melhor as redes sociais. Focou-se no Facebook, por ser a rede social mais usada entre o público-alvo que procura e avançou para um projeto, que criou no âmbito do Mestrado em Pedagogia do Elearning, que frequenta na Universidade Aberta. 
Temos milhares de desempregados, que acabam também por ficar em isolamento social. Às vezes as oportunidades de emprego surgem nas redes sociais clássicas: os amigos, o ir ao café. E o desempregado, por causa da sua situação, isola-se. A primeira ideia foi de que conseguimos combater esse isolamento com o Facebook, colmatando algumas perdas, explica o empreendedor.
Quanto ao projeto Reviver na Rede, reveste-se de dois grandes instrumentos: um website e uma página de Facebook. No site, em www.revivernarede.site.vu, o autor tem conteúdos explicativos de como as redes sociais podem ajudar, tutoriais sobre a melhor utilização do Facebook e conselhos de utilização, nomeadamente na resposta a anúncios de emprego e na própria pesquisa de ofertas.
No Facebook, a utilização tem sido sobretudo enquanto instrumento de marketing, pois criou um grupo com partilhas de ofertas e anúncios de emprego para a região da Madeira, que tem neste momento mais de 16 mil pessoas. É um espaço de interação, com partilhas, alguns conteúdos e mesmo um fórum, define João Pinto.
No início de 2017, o empreendedor social conta ter o site a 100%. Para já, ainda em versão de teste, venceu um prémio que deu a João Pinto acesso à Web Summit e é candidato a outros concursos de ideias. No Facebook, a adesão massiva leva-o a acreditar que o projeto tem razão de existir e deveria mesmo ser replicado. Há um núcleo principal de conteúdos e depois é necessário criar parcerias e encontrar voluntários para gerirem grupos de outras regiões, explica. A língua portuguesa, assume ainda, servirá de passaporte para poder colonizar o conceito de utilização do Facebook como instrumento de procura de emprego além-fronteiras. Um exercício de reavivar a rede de contactos que construiu na senda da experiência académica sem fronteiras que tem sido a Universidade Aberta.

Perfil
João Pinto tem 49 anos, é alentejano de Montemor-o-Novo, mas há mais de 20 anos que trocou a planície pela Ilha da Madeira, para onde foi convidado para dar formação. Assumido autodidata do elearning, tutor de cursos de formação online e produtor de conteúdos, a sua formação base é a informática, a que foi somando formações nas áreas de elearning e pedagogia.
Em 2011 licenciou-se em Educação, pela Universidade Aberta. Gostei muito do sistema de ensino da Universidade Aberta, assume, referindo-se nomeadamente ao modelo de ensino em elearning. Vivo na Madeira e tive colegas do Brasil, de Angola ou de Moçambique a fazerem trabalhos online. Isto dá-nos possibilidade de partilha de conteúdos, num outro tipo de visão, acrescenta ainda. O Mestrado em Pedagogia do Elearning, que está a fazer na mesma Universidade, é visto como uma oportunidade de continuidade do seu percurso profissional e académico. Como objeto de estudo no seu mestrado João Pinto criou o projeto social Reviver na Rede.



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